Debates e diálogos educacionais: reflexões contemporâneas.

ISBN eBook: 978-85-7993-675-3 impresso: 978-85-7993-674-6

Autor/Organizadores: Cláudia Fuchs; Daniel Skrsypcsak; Jenerton Arlan Schütz

PREFÁCIO

“O escrever é o princípio da pesquisa, tanto no sentido de por onde deve ela iniciar sem perda de tempos, quanto no sentido de que é o escrever que a desenvolve, conduz, disciplina e faz fecunda” (Mario Osorio Marques).

A coletânea Debates e diálogos educacionais: reflexões contemporâneas, dialoga com a heterogeneidade e a diversidade de enfoques e perspectivas teóricas e metodológicas. Os artigos que compõem esta obra abordam diferentes olhares sobre a pesquisa, a escrita e as metodologias, num movimento que assume tensionamentos locais, regionais, nacionais e mundiais, nas mais variadas áreas do conhecimento.

Esta coletânea é sinônimo de cumplicidade. Todos os autores que aqui escrevem pertencem à nossa teia de relações. São colegas, amigos, estudantes, professores, pesquisadores… comprometidos com o “cuidado de si” (Foucault) e com o “amor mundi” (Arendt), eis o motivo de terem dedicado o seu tempo, a sua escrita, as suas leituras e o compromisso de percorrer novos caminhos com atenção e intensidade.

Por isso, em nome dos organizadores, gostaria de agradecer de verdade a cada autor (a) pela confiança, cumplicidade e decisão de entregar-se a um exercício estranho, exigente e necessário: escrever.

Que a possibilidade de escrever, essa experiência em palavras, tenha permitido a cada autor (a) liberar-se de certas verdades, de modo a deixar de ser aquilo que se é para se tornar outra coisa, diferentemente daquilo que vimos sendo.

Assumimos nesta coletânea um gesto considerado milenar: o “dar a ler” (Larrosa). É este gesto que permite exercitar-se no humano, que permite a continuidade e durabilidade do mundo comum, que alimenta as nossas esperanças por dias melhores.

Desejo aos leitores desta coletânea de textos, afastamento, tempo, dedicação, silêncio, disciplina e pensamento, para que possam na leitura, percorrer caminhos que ajudem a produzir novas formas de pensar e ser.

Por fim, faço votos de que a força do pensamento não nos abandone, que sejamos capazes de nos manter firmes, de lembrarmos que estamos vivos, principalmente, nestes tempos de ignorância militante, de hábeis polegares e escassa memória. É isso que eu chamo de resistência.

Boa leitura!

Jenerton Arlan Schütz

Outono de 2019

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