Geotecnologias aplicadas ao índice de felicidade da região metropolitana de São Paulo

eISBN: 978-85-7993-818-4

Autor/Organizadores: Claudio Noel de Toni Junior; Magda Adelaide Lombardo

INTRODUÇÃO

A abordagem da felicidade é uma temática que envolve vários ramos das Ciências Humanas e médicas, descobri-la pode ser um tema intangível, bem como pode se mensurá-la de forma a fazer da mesma um Índice estatístico para que as pessoas possam ter bem estar, para que os governos possam verificar pontos fracos e propor mudanças no âmbito socioambiental.

Na pesquisa, é estudado duas vertentes da felicidade, uma ligada a Soft Science, na qual se alicerça estudos qualitativos sobre o bem estar das pessoas, o que lhes faz vislumbrar um futuro melhor e o que as mesmas necessitam para ter uma vida mais satisfatória, a segunda, a Hard Science que é um dos principais pontos da pesquisa, que é quantificar estatisticamente a felicidade das pessoas.

A Psicologia e a Psiquiatria são Ciências que explicam e tratam as pessoas para que almejem a felicidade, mas estudos indicam que a mesma é subjetiva em muitos aspectos, como mensurar a felicidade? Há pessoas afortunadas que são tristes, há pessoas desempregadas que são felizes, pessoas de alto nível intelectual, como doutores e PHDs, infelizes ou que tem planos de saúde de boa qualidade, riqueza, luxo, status e não são felizes e pessoas que moram em “favelas” são felizes, mesmo desprovidas de serviços básicos de saúde.

Isto ocorre principalmente nos países subdesenvolvidos, onde a riqueza é escassa, porém são alegres, exemplo é o Brasil, que mesmo as pessoas tendo um serviço de saúde não eficiente, educação de baixa qualidade, especialmente no ensino Fundamental e Médio da rede pública, mas possuem alegria de viver, motivadas por fatores como o futebol, ao ver seu time ser campeão, o carnaval, a família, os valores, a religião, etc., isto traz felicidade e bem estar a muitas pessoas, não a todas, mas há muitas, por se tratar de algo intangível (MALINOSK, 201_).

Da mesma forma, nos países ricos como os Estados Unidos, Japão, Alemanha, etc., muitas pessoas podem estar infelizes mesmo com bom emprego, saúde a seu dispor de forma qualitativa, devido a fatores psicológicos, que fogem ao escopo de uma análise quantitativa, ou seja, é parte integrante da unicidade de cada individuo, através de sua particularidade e intimidade que formam a dignidade humana, o ponto de vista de cada um e inclusive a distúrbios psiquiátricos, por exemplo, todavia, a pesquisa não irá esboçar os pormenores das Ciências Médicas.

A pesquisa alicerça na continuidade do primeiro pós-doutorado de Toni Junior (2014), onde se abordou a criação de indicadores socioambientais da Região metropolitana de São Paulo (RMSP) como o Índice de Sustentabilidade da Região Metropolitana de São Paulo (ISRMSP), através de análises do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD).

Foram realizadas análises matemáticas comparadas na criação de indicadores socioambientais, através de equações estatísticas, que nos forneceu o Índice criado. Destaca-se que o objetivo do primeiro pós-doutorado, bem como a tese de doutorado de Toni Junior (2013), foi de o de analisar países no contexto de indicadores socioambientais, a diferença é que no primeiro a análise foi a nível global e no segundo através de dados da RMSP.

Discute-se desde o Mestrado do autor em 2010, a diferença de riqueza que é o incremento do Produto Interno Bruto (PIB), ou do Rendimento Nacional Bruto (RNB), ou seja, a riqueza ou sua carência que gera pobreza em detrimento do social e do meio ambiente, índices quando conjugados geram sustentabilidade e bem estar às pessoas de uma dada região.

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