Vozes discursivas

ISBN 978-85-7993-241-0 [Impresso – 2014]
eISBN 978-65-86101-18-8 [Digital – 2020]

Autor/Organizadores: Luciane de Paula

APRESENTAÇÃO

A ideia do livro Vozes Discursivas surgiu em 2011, no GED – Grupo de Estudos Discursivos, coordenado por mim. O intuito era tanto o de nos fazer ouvir, logo, mostrar nossas vozes, não apenas relacionadas às pesquisas por todos empreendidas, mas também reflexões que nos constituem; quanto o de escutar ativamente outras vozes que também, direta ou indiretamente, ressoavam (e ressoam) em nós, vozes que, de certa forma, também compõem o GED. O projeto nasceu e, por circunstâncias da vida, que nos faz aprender que temos que gestar com maturidade e amor nossas existências, de maneira dialógica, foi gerado aos poucos, mas jamais abandonado para vir à luz agora, nesse outro tempo. Tempo de re-nascimento sociocultural. Devido ao processo vívido e em movimento, os textos que dão corpo e alma a esta obra são enunciados que semiotizam concretamente sujeitos e reflexões que nos constituem. Muito mais que textos ou, talvez, exatamente o que concebemos como textos: vozes de sujeitos que reverberam em nós, vozes de outros-eus que somos.

A obra reúne treze (13) textos, tanto de membros do GED quanto de colaboradores, com os quais flertamos e, por esse motivo, também consideramos participantes ativos do Grupo. Daí, inclusive, a escolha da editora, parceira, ligada a grupos e a amigos tão queridos.

Afinal, entendemos que um Grupo de Estudos se componha por mais do que atos de pesquisas acadêmicas, pois é constituído de vida e energia de pessoas que são mais que suas pesquisas, ou melhor, por meio de cada pesquisa, os sujeitos se encontram, revelam, atuam, ativamente, constituindo-se de maneira mútua, em embate vivo, na academia, na vida e na arte.

Os textos que compõem esta obra, na verdade, refletem e refratam algumas das vozes que caracterizam, de diversas maneiras, a(s) voz(es) do GED. Textos vivos que trazem em seu escopo reflexões teórico-analíticas, questões filosóficas, literárias e educacionais, de diversos pesquisadores, mais, de diversas pessoas que, com sua pena, fizeram e fazem valer a pena a leitura como “ato de levantar a cabeça” (Barthes).

Esperamos que a leitura dessas vozes ressoe e reverbere em todos, como as vozes de todos ressoam e reverberam em nós e que este diálogo suscite atos reflexivos diversificados, prenhes de sentido, da boca ao ouvido, de mão em mão, por meio de todos esses que se constituem nós.

Luciane de Paula.

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