Ágora: fundamentos epistemológicos e pesquisas avançadas em educação

ISBN: 978-65-86101-86-7
eISBN: 978-65-86101-87-4

Autor/Organizadores: Ana Lúcia Pereira; Antônio Carlos de Souza; Edimar Brígido; Fábio Antonio Gabriel; Flávia Wegrzyn Magrinelli Martinez

PREFÁCIO

Sempre que recebo um convite, carinhoso como este, para escrever um Prefácio, me vem à cabeça a grandeza e, ao mesmo tempo, a delicadeza do pedido. Organizar um livro, pensar nas pessoas que podem escrever nesta obra e escolhê-las, requer um cuidado e motivos especiais para que os textos exponham o desejo dos/as escritores/as, em que mais pessoas leiam seus escritos e que assim, “abram mentes”, desloquem pensamentos, provoquem problematizações e, quiçá, incomodem, e muito.

O livro aqui apresentado Ágora: fundamentos epistemológicos e pesquisas avançadas em educação, sendo já o Volume 2, organizado por Ana Lúcia Pereira, Antônio Carlos de Souza, Edimar Brígido, Fábio Antonio Gabriel, Flávia Wegrzyn Magrinelli Martinez, pesquisadores/as de renome, que buscam, por meio deste material, a disseminação de conteúdos que se fazem importantes para discussões pedagógicas e filosóficas, priorizando o espaço escolar.

Me ative em ler a todos os capítulos, percebendo o quanto as temáticas de Filosofia e da Epistemologia perpassam o cenário escolar, e que ainda em muitos lugares, não se fazem presentes, talvez por desconhecimentos, ou por intenções organizadas a fim de que os/as discentes não extrapolem o que o mercado, economicamente falando, necessita: de mão de obra mais barata e de seres não pensantes, só obreiros/as. Não é isso que se pretende nesta obra!

O livro traz discussões sobre aspectos filosóficos, perpassando desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, sobre temáticas de inclusão digital, educação a distância, produção de conhecimento matemático, formação docente, currículos educacionais, pedagogia humanizadora, práticas educativas, educação do campo e educação popular, atuação com bebês em escolas infantis, cotas para indígenas e quilombolas, gerontologia e educação, indisciplina escolar, entre tantos assuntos que visam aos diálogos sobre os processos de ensino-aprendizagem, bem como enfatizam que a leitura, os estudos científicos proporcionam atitudes críticas em relação às posturas educacionais, como também em virtude do momento político que estamos vivenciando.

Ter este livro em mãos, me fez ter a certeza do quanto temos a lutar ainda, por uma educação científica, de qualidade e que venha ao alcance de todas as pessoas, verificando o quanto a questão do Direitos Humanos, perpassam pela escola e que, por lá é que devemos continuar na luta.

Termino este Prefácio, com uma frase de Paulo Freire (1921-1979), ao afirmar que “me movo como educador, porque, primeiro, me movo como gente”, que, ao meu ver, expressa muito o que os capítulos deste livro querem nos informar: a educação escolar precisa ser científica, de qualidade e humanizada, a que todos/as nós merecemos!

Desejo uma excelente leitura, discernimentos e diálogos profícuos.

Maringá, maio de 2020.

Dra. Eliane Rose Maio

UEM- Universidade Estadual de Maringá

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