Debates Plurais

ISBN: 978-65-86101-90-4
eISBN: 978-65-86101-89-8

Autor/Organizadores: Tarcísio Dorn de Oliveira

APRESENTAÇÃO

A Parte I – Desenvolvimento, Tecnologias e Sustentabilidade é composta por cinco capítulos que abordam temáticas sobre fotogrametria digital como método de cadastramento, desenvolvimento sustentável em propriedades produtoras de leite, gestão humanizada, capitalismo consciente, investimento público em saneamento básico e práticas sustentáveis em cervejarias artesanais.

O artigo “A FOTOGRAMETRIA DIGITAL COMO MÉTODO DE CADASTRAMENTO DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DE IJUÍ / RS” de Angélica Kohls Schwanz e Mateus Veronese Corrêa da Silva aborda o uso das tecnologias digitais na produção e difusão do conhecimento na gestão/produção do espaço urbano. O capítulo discute o uso da plataforma BIM e da fotogrametria digital no levantamento de uma edificação de interesse cultural no município de Ijuí / RS.

O texto “DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: ASPECTOS AMBIENTAIS EM PROPRIEDADES PRODUTORAS DE LEITE DE ARVOREZINHA – RS” de Gilvana Menegol, Diego Pascoal Golle e Jana Koefender discute o desenvolvimento sustentável nas propriedades patronais e familiares, permitindo ampliar as discussões e a busca por alternativas para o desenvolvimento das atividades atinentes ao campo em harmonia com o ambiente. O capítulo apresenta uma análise em propriedades rurais familiares que substituíram o cultivo de tabaco pela produção de leite.

Em “GESTÃO HUMANIZADA E CAPITALISMO CONSCIENTE: DIFERENCIAIS VALORATIVOS E COMPETITIVOS NO COOPERATIVISMO DE CRÉDITO A PARTIR DA ANÁLISE DE UMA AGÊNCIA SICREDI” Juliana da Fonseca Capssa Lima Sausen, Daniel Knebel Baggio, Taísa Schefer Roveda e Maria Margarete Baccin Brizolla identificam as inter-relações, aplicações e contribuições da gestão humanizada, quanto aos princípios e práticas cooperativistas, com foco no cooperativismo de crédito. O capítulo reforça que a gestão humanizada contribui para o desenvolvimento da agência, perante o mercado do cooperativismo, do cooperativismo de crédito e da sociedade.

O artigo “O INVESTIMENTO PÚBLICO EM SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL ENTRE 2014 A 2018” de Guilherme Inchausp Moreira, Jeferson Luís Lopes Goularte e Gabriela Cappellari analisam o investimento público em saneamento básico no Brasil dos estados e do Distrito Federal em relação às metas do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) e, se as metas estão sendo cumpridas para universalização do saneamento básico, no período de 2014 a 2018. O capítulo evidencia que as metas do PLANSAB foram otimistas com o nível de crescimento econômico e contas públicas em desiquilíbrio, resultando no não cumprimento das metas do Plano no período estudado.

O texto “PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM CERVEJARIAS ARTESANAIS” de Taísa Schefer Roveda, Maria Margarete Baccin Brizolla, Daniel Knebel Baggio e Juliana da Fonseca Capssa Lima Sausen intenta verificar como ocorrem as práticas de ações sustentáveis em cervejarias artesanais, a partir dos três pilares: econômico, social e ambiental utilizados por duas cervejarias artesanais do estado do Rio Grande do Sul. O capítulo apresenta, por meio das cervejarias estudadas, que possuem ações de sustentabilidade considerando os três pilares, sendo que estas ações de modo geral estão voltadas as questões econômicas e legais, buscando reduzir os custos de produção e consequentemente cumprindo a legislação vigente.

A Parte II – Espaço Construído, Gestão Social e Cidadania é composta por seis capítulos que abordam reflexões sobre acessibilidade urbana, pesquisa social, espaço resiliente, força e a criatividade da mulher no espaço artístico, padronização da beleza e envelhecimento humano.

O artigo “ACESSIBILIDADE URBANA: LEVANTAMENTO E ANÁLISE DOS PASSEIOS PÚBLICOS NA ÁREA URBANA CENTRAL DE PANAMBI – RS” de Daniel Tolotti Rodrigues, Tarcisio Dorn de Oliveira e Bruna Fuzzer de Andrade trata do acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida aos meios de transportes, ambientes físicos e/ou serviços públicos. O capítulo verifica as condições de acessibilidade nos passeios públicos na área central da cidade de Panambi / RS, local este, em que ocorre o maior fluxo de pessoas no centro da cidade.

Fernanda Isabel Royer e Maria Aparecida Santana Camargo em “A IMPARCIALIDADE DA ENTREVISTA NO ESTUDO DE CASO DA PESQUISA SOCIAL” abordam a relevância da imparcialidade na entrevista, sendo ela um instrumento de coleta de dados para estudos de caso em pesquisas sociais. O capítulo aponta, que este método, quando bem aplicado e analisado, oportuniza um olhar mais aproximado do contexto observado, uma vez que o entrevistado tem o conhecimento interno da causa, e pode trazer uma visão diferente daquela que tem o pesquisador.

O texto “ESPAÇO RESILIENTE: A CIDADE QUE VISA AO DESENVOLVIMENTO DAS NOVAS GERAÇÕES” de Paula Scherer e Mariela Camargo Masutti explana indispensável que a cidade seja estruturada de modo resiliente para que as crianças possam desenvolver lazer e práticas cotidianas com autonomia e segurança, possibilitando uma infância íntegra. O capítulo identifica as condições de adaptação do espaço urbano ao público infantil, analisando suas causas principais, retratando quais as medidas que podem incentivar o uso sadio da cidade pelas crianças.

O artigo “FRIDA KAHLO: A FORÇA E A CRIATIVIDADE DA MULHER NO ESPAÇO ARTÍSTICO” de Giovanna Pantz Santos, Ieda Márcia Donati Linck e Maria Aparecida Santana Camargo traz uma reflexão sobre parte da trajetória de uma das mais marcantes figuras do século XX – Frida Kahlo. Magdalena Carmem Frida Kahlo Calderón nascida no México em 6 de julho de 1907 é inspiração para a resiliência, persistência e sobreposição presente na vida de muitas mulheres. Sua proposta está simbolizada no âmbito das artes e materializada no cotidiano de muitas que se identificaram e a aclamaram, fortalecendo a união e o apoio na luta coletiva feminina em busca de voz, vez e lugar em um mundo “pintado” por homens.

Ieda Márcia Donati Linck, Viviane Teresinha Biacchi Brust e Bianca Cordeiro Manfrin em “O DISCURSO SOBRE A PADRONIZAÇÃO DA BELEZA: PROCESSO CONSTITUTIVO DO “ASSUJEITAMENTO” FEMININO” relatam que a sociedade exerce, por meio de um sistema capitalista e patriarcal, uma pressão psicológica e um esvaziamento da subjetividade feminina, que gera a subordinação da mulher ao mito da beleza. O capítulo observa que o discurso publicitário da indústria cosmética contribui à padronização estética e socialização da feminilidade. Uma vez internalizado, a prática torna-se naturalizada e, por isso, aceita.

No texto “O ENVELHECIMENTO E SUAS DEMANDAS SOCIAIS: RE (INSERÇÃO) DO IDOSO COMO PROTAGONISTA SOCIOPOLÍTICO PARA CONQUISTA DA SUA CIDADANIA” Camila Kuhn Vieira, Patrícia Dall’Agnol Bianchi e Solange Beatriz Billig Garces apontam que o envelhecimento é uma conquista histórica da humanidade, no entanto, traz em contrapartida desafios diante das políticas públicas brasileiras vigentes. O capítulo analisa a participação do idoso no contexto sociopolítico fundamentada nas políticas públicas pertinentes para essa população, ao passo, que o incentivo para a inserção do idoso como agente participativo deve ser estimulado pela sociedade, mas também, pelo próprio idoso.

Por fim, a Parte III – Educação, Ensino e Aprendizagem é composta por cinco capítulos que cuidadosamente abordam temáticas sobre escola pública, docência no ensino superior, uso de tecnologias e metodologias ativas no processo de ensino e aprendizagem.

O texto “A ESCOLA PÚBLICA CONTEMPORÂNEA: OS DESAFIOS DE APRENDER A APRENDER COM AS NOVAS TECNOLOGIAS” de Marijane de Oliveira Soares faz uma análise acerca do processo de inserção tecnológica que vem ocorrendo nas escolas em todo o Brasil, especialmente, nas públicas, considerando a importância em utilizar conscientemente estes recursos para um processo ensino-aprendizagem efetivamente contemplativo e ressignificado. O capítulo apresenta quais os principais desafios do aprender a aprender com o uso de novas tecnologias no ambiente das escolas públicas contemporâneas e reforça que o uso de recursos da TIC, na escola contemporânea, são capazes de estimular a comunicação e a linguagem oral e escrita em sala de aula e, consequentemente, elevar a motivação dos alunos e o aprendizado.

O artigo “DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR EM TEMPOS DE INCERTEZAS: VIRTUALIDADE E INTERDISCIPLINARIDADE COMO ALIADOS” de Solange Beatriz Billig Garces, Fabiana Ritter Antunes, Fábio Ritter Antunes e Cristian Leandro Lopes da Rosa traz uma reflexão sobre a docência no ensino superior em tempos de virtualidade, ou seja, de mudanças em relação ao espaço e ao tempo para os processos de aprendizagem. Do lugar comum (instituições de ensino), aos muitos lugares não comuns que se tornaram espaços de ensino e aprendizagem (nossas casas) em um período atípico da humanidade. Um período inesperado de pandemia, que trouxe “à força” a necessidade do uso da virtualidade para os processos de aprendizagem. Estamos todos separados (professores e alunos), mas ao mesmo tempo todos juntos.

O texto “EDUCAÇÃO COMO AÇÃO PROPULSORA DA EMANCIPAÇÃO” de Andrieli Taís Hahn Rodrigues, Sidinei Pithan da Silva, Vanessa Marin e Angélica Taís Schneiders ampare-se nas leituras de Saviani (2008) que evidencia a descontinuidade das políticas públicas, Azevedo (2006) que explicita o Manifesto dos Pioneiros e, Freire (1987 e 2014) que discute aspectos referentes à educação bancária e emancipadora. O capítulo, a partir de tais reflexões, mostra um panorama histórico que permite entender a educação na atualidade, enfatizando a importância da luta dos educadores para de certa forma interromper os retrocessos e ciclos de descontinuidades em torno da luta pela educação pública.

Antonio Paulo Valim Vega e Noemi Boer em “EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE: IDENTIDADE E PERSPECTIVAS” analisam as perspectivas da educação para o desenvolvimento sustentável (EDS) e a educação para a cidadania global (ECG) na construção das identidades no contexto do desenvolvimento sustentável (DS). O capítulo faz uma discussão considerando o papel da educação para responder de que forma as identidades humanas podem se constituir e renovar, entendendo a si e ao próximo, e, como é possível fortalecer os vínculos que os indivíduos mantêm com o entorno social e ambiente natural que perpassam a temática da sustentabilidade multidimensional.

O artigo “USO DE TECNOLOGIAS E METODOLOGIAS ATIVAS NO ENSINO SUPERIOR” de Elisiane Güntzel Quinzzani, Patrícia Dall’Agnol Bianchi e Solange Beatriz Billig Garces evidenciam uma pesquisa com oito Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES), que pertencem ao Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas – COMUNG. O capítulo aponta que o estudante é o centro do processo se tornando protagonista da sua aprendizagem e os cursos que mais utilizam as metodologias ativas são os de graduação (bacharelado e licenciatura) e tecnólogos, com menos utilização na Pós-Graduação Stricto sensu.

Boa leitura a todos!

Ijuí / RS, 13 de junho de 2020.
Tarcisio Dorn de Oliveira

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