Os sentidos da escravidão e outros temas: análises em Semântica do Acontecimento

ISBN: 978-85-7993-498-8

Autor/Organizadores: Soeli Maria Schreiber da Silva; Carolina de Paula Machado

Apresentação

Neste livro inserimos resultados de parte do projeto FAPESP 2015/16397-2 e também de alguns professores visitantes que colaboraram com as discussões em grupos de trabalho que foram realizados durante o seu desenvolvimento.

Os estudos aqui apresentados têm em comum fundamentarem-se na teoria de Semântica do Acontecimento de Eduardo Guimarães.

Agradecemos aos professores visitantes: Eduardo Guimarães, Monica Zoppi Fontana, Sheila Elias Oliveira, Luiz Francisco Dias, Ana Josefina Ferrari, Adilson Ventura, Taisir Mahmudo Karim, Rosimar Regina Oliveira, Débora Massman e Gabriel Leopoldino dos Santos.

Agradecemos ao acervo da Casa do Pinhal (São Carlos) e do Pró-Memória (São Carlos). Agradecemos também a todos que realizaram trabalhos para organizar nosso banco de dados.

Começamos apresentando as pesquisas realizadas na Unidade de Estudos Históricos, Políticos e Sociais da Linguagem (UEHPOSOL).

Assim, dentre os pesquisadores temos as pesquisadoras principais: Soeli M. S. da Silva, que escreveu sobre a escravização na atualidade (Texto 1), e sobre argumentação, argumentatividade e perspectivação na carta do exescravo Felício e na Lei na atualidade. Carolina de Paula Machado estudou a palavra ―escravidão‖ em artigos jornalísticos e apresenta o resultado da análise semântica que realizou mostrando uma relação de sentido entre escravidão e o regime republicano, André Stefferson M. Stahlhauer mostra algumas divisões e a distribuição do português, povo e língua, no espaço enunciativo do Português na Suíça, e mostra como resultados, os seus funcionamentos como língua de imigrante e de trabalhador, em relação a outras línguas da e na Suíça, Nirce Aparecida Silvério analisou a designação de escravidão, escravatura e estrangeiro no Jornal Abolicionista do Rio de Janeiro.

Nayara Fernanda Dornas estudou a designação de escravo em Cartas do Conde do Pinhal para sua esposa Naninha.

Maria Fernanda Faccipieri Silva analisa verbetes de dicionários especializados, que designam castigos e instrumentos de tortura usados no período da escravidão negra no Brasil.

George Sosthene Koman analisou o funcionamento semântico enunciativo dos nomes de ruas da cidade de São Carlos.

Amanda C. Azzali desenvolve um percurso teórico sobre o espaço de enunciação brasileiro em torno da língua portuguesa e suas divisões e situa a língua espanhola e as outras línguas faladas na região de fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina.

No artigo intitulado ―Um olhar semântico-enunciativo para as traduções da Bíblia em português‖, as autoras Marcelle B. V. Magalhães e Soeli S. da Silva fazem uma reflexão sobre a tradução e a versão do ponto de vista semântico enunciativo.

Os alunos de graduação Fernanda P. Silva e Pedro E. R. Bertazzi fazem uma análise da palavra homossexualismo em diversos dicionários, impressos e digitais, dos séculos XX e XXI. O artigo intitulado ―A escravidão no corpo: a constituição de sentido em publicidades estéticas‖ é resultado da pesquisa de Iniciação Científica da aluna Camila Pires Alves, sob orientação da profa. Dra. Carolina de Paula Machado com apoio da FAPESP.

O aluno William Ferreira de Lima apresenta uma análise realizada durante sua Iniciação Científica com bolsa PIBIC em que tomou como corpus artigos de leis da época do Brasil Império.

Winnie T. Dourado apresenta o artigo ―Relação entre línguas nas universidades brasileiras: a cena enunciativa e a orientação argumentativa presentes na designação do termo língua portuguesa‖ resultado de sua Iniciação Científica desenvolvida na temática de política de línguas com apoio da FAPESP.

Taisir Mahmudo Karim, Giseli Veronéz Silva e Jocineide Macedo Karim (UNEMAT) estudam a nomeação dos municípios do Estado do Mato Grosso. A análise enunciativa mostra o movimento constitutivo do atlas mato-grossense e redesenha a geografia para significar o território do Estado.

Débora Massman (UNIVÁS) analisou os sentidos da palavra argumentação para estabelecer a história do conceito.Trata-se de uma contribuição para a produção de um saber sobre a história do conceito de argumentação.

E Jorge Viana Santos, Cristiane Namiuti e Adilson Ventura trabalham com o método LAPELINC de construção de corpus e realizam pesquisas sobre o sentido de ‗escravidão‘ e ‗liberdade‘ em documentos do séc. XIX, e de interpretação em livros didáticos (UESB).

Jorge Viana Santos e Anna Cláudia Pereira Queiroz (UESB) em “Uma análise semântica de liberto como ―cidadão brazileiro‖ na Constituição do Brasil de 1824: o memorável do nascimento” analisam a palavra liberto.

Rosimar Regina R. de Oliveira (UEMS) e Keyla Lima da Silva(UEMS) analisaram A nomeação das ruas na comunidade quilombola “Tia Eva” em Campo Grande/MS : uma análise enunciativa E por fim, Sheila Elias Oliveira trata da argumentação como constituída no Brasil a partir de uma posição materialista.

Soeli Maria Schreiber da Silva
Carolina de Paula Machado

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