PÊCHEUX EM (DIS)CURSO: ENTRE O JÁ-DITO E O NOVO Uma homenagem à professora Nadia Azevedo Vol. 1

ISBN: 978-65-5869-133-4 [Impresso]

978-65-5869-134-1 [Digital]

Organizadores: Dalexon Sérgio da Silva, Claudemir dos Santos Silva

APRESENTAÇÃO – RESSONÂNCIAS DE NADIA AZEVEDO EM NÓS: DISCURSIVIZANDO EFEITOS DE GRATIDÃO E HOMENAGEM

Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não deixam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso (ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY).

Tal qual O Pequeno Príncipe nos sentimos aqui tocados a produzir efeitos de sentido de gratidão e homenagem por aquela que nos cativou. E, sendo assim, inscrevemo-nos numa memória para enunciá-la poeticamente, uma vez que, como nos diz Saint-Exupéry (1994, p. 72), “tu te tonas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Então, é nossa responsabilidade materializarmos a nossa (ex)orientadora, professora e pesquisadora, Nadia Azevedo, na epiderme deste livro.

A professora Nadia Azevedo nos
cativou, agora ela é única para nós. E durante
os seus quarenta anos de docência, que se
completam em 2021, ela conquistou também
a todos que a conheceram ao mostrar
sempre, por exemplo, que “o essencial é
invisível aos olhos” (SAINT-EXUPÉRY, 1994, p.
72). Nesse sentido, nas linhas de gratidão e
homenagem, materializadas neste livro,
trazemos, também, depoimentos de
posições-sujeito cativadas por ela e que a
cativam, a saber: filhos, irmão, marido, amiga,
ex-orientadoras, orientandos, coordenadoras
(geral dos Programas de Pós-Graduações (PPGs) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem na Universidade Católica de Pernambuco – PPGCL/UNICAP) e professoras.

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É nesse ponto de encontro que uma memória se inscreve numa atualidade. Então, no já-dito temos a professora Nadia Azevedo, que desde 1981, desempenha suas atividades docentes, lotada no Curso de Fonoaudiologia na UNICAP. Nesse cenário, em 2007, tornou-se professora e pesquisadora no PPGCL/UNICAP. No mesmo ano, no segundo semestre, seus estudos e pesquisas apontaram para a necessidade da criação de um grupo de extensão. E, assim, foi fundado o Grupo de Estudos e Atendimento à Gagueira (GEAG), formalizando-se como um espaço de pesquisa e interação, que já se encontrava em funcionamento, embora em fase experimental.

Todos esses resultados levaram a UNICAP, através do PPGCL, da Graduação em Fonoaudiologia e Letras, a desenvolver pesquisas multidisciplinares, com destaque para a comunicação, destinada a pessoas com alterações de linguagem, mais precisamente, a gagueira. Com isso, procurando preservar a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão, norteadora das ações da comunidade universitária, num esforço continuado em busca da melhor qualidade (AZEVEDO, 2018).

A posteriori, em 2008, a professora
Nadia Azevedo assumiu a posição-sujeito
de coordenadora do PPGCL/UNICAP,
permanecendo por duas gestões (4 anos,
de 2008 a 2012). Dessa maneira, a
professora Nadia passou a atuar na área de
concentração: Teoria e Análise da
Organização Linguística, área subdividida
em duas linhas de pesquisa: 1) Aquisição,
Desenvolvimento e Distúrbios da
Linguagem em suas diversas manifestações
e 2) Processos de Organização Linguística e Identidade Social. E, desde então, desenvolve seus estudos e pesquisas, a partir de sua filiação à Análise do Discurso pecheutiana (doravante AD). Neste momento, é preciso destacarmos que, a professora Nadia foi uma das pioneiras a trabalhar com essa perspectiva teórica e analítica aqui, em Pernambuco. E é partir de tal aporte, que possibilitou também perscrutarmos a gagueira sob a perspectiva discursiva.

Entre o novo a se dizer sobre a professora Nadia, congratulamo- nos com cada um dos autores presentes neste livro. Nesse sentido,

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fomos cativados por vocês e lhes agradecemos também, queridos autores, pois nos cativaram desde o primeiro momento no qual lemos os textos da maioria dos que marcam presença (conhecidos nossos, desde as aulas da professora Nadia Azevedo). Além disso, fomos cativados pelos autores que conhecemos nesse processo de partilha deste livro, que se deu, porque temos necessidade da alteridade constitutiva neste processo de construção coletiva. Diante disso, é pertinente destacarmos que, “[…] se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo, e eu serei para ti única no mundo” (SAINT-EXUPÉRY, 1994, p. 66-67).

E assim, cativados também por vocês, queridos autores, organizamos, neste entremeio, este livro intitulado: Pêcheux em (dis)curso: entre o já-dito e o novo, como uma homenagem à professora Nadia Azevedo, que reúne uma coletânea de textos científicos, em dois volumes. Nessa tessitura, tanto o primeiro como o segundo volume estão divididos em quatro partes, nas quais, os textos são mobilizados por meio de um gesto de interpretação dos seus pesquisadores nas mais variadas temáticas, a partir das concepções teórico-analíticas da Análise do Discurso pecheutiana.

Diante desse gesto, que nos toca em sentidos, saberes e sabores, na primeira parte, intitulada: Entre o já-dito e o novo: há história, memória, homenagens, mulheres e/em Análise do Discurso, vemos ressoar a materialização de trabalhos que juntos propiciam uma conversa interdiscursiva entre si: Entre história e memória: a beleza feminina em (dis)curso, com Elaine Pereira Daróz, Marco Antonio Almeida Ruiz e Lucília Maria Abrahão e Sousa; “A história que a história não conta”: o apagamento do poder da imperatriz e da presidenta, de Silmara Dela Silva e Ceres Carneiro; Direito e(m) discurso: em torno da memória jurídica sobre a mulher, com Débora Massmann e Patricia Brasil Massmann; Feministas pró-Bolsonaro? De que posição-sujeito estão falando? Da autoria de Odalisca Cavalcanti de Moraes, Francisco Santana de Oliveira e Victor Hugo D’Albuquerque Lima e Foi professora Nadia Azevedo que você disse? Efeito homenagem a partir das posições-sujeito de (ex)orientandos, com Dalexon Sérgio da Silva, Claudemir dos Santos Silva e Maria do Carmo Gomes Pereira Cavalcanti.

Em seguida, ressoando na segunda parte: Há gêneros, classes e raças, onde nos deparamos com as produções: Da sala de bate-papo

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ao Grindr: a constituição da homoafetividade nas mídias digitais, com Valter Cezar Andrade Junior e Francisco Vieira da Silva; E se fosse ao contrário? Se o gênero nos une, a classe e a raça nos dividem, de Luciana Iost Vinhas; Discurso e relações de trabalho doméstico entre patroa e doméstica na pandemia COVID-19: dinâmicas de classe, gênero e raça, de Samuel Barbosa Silva e Uma análise discursiva das formações imaginárias da cantora Valéria na música controversa, com Dayvesson Deleon Bezerra da Silva, Erika Caroline de Oliveira Cavalcanti e Verônica Maria Brayner de Oliveira Lira.

Já na terceira parte: Há língua,
Educação, docência e discência
,
debruçamo-nos sobre os seguintes
capítulos que versam: Da autoria à
autorização: movimentos do dizer-se em
língua outra
, de Valeria Regina Ayres Motta;
Os sentidos de diversidade na Base Nacional
Comum Curricular (BNCC): língua, educação e
propaganda
, com Juciele Pereira Dias e
Luciana Nogueira; O sujeito da escrita e suas
histórias pelo filtro do discurso pedagógico
, com Rosyane Mayre Pimenta Natal e Gesualda de Lourdes dos Santos Rasia. Junto a esses, Gestos de ensino de leitura e escrita de materialidades digitais: o funcionamento da teoria na proposição de uma prática, de Flávia Ferreira Santana e Maristela Cury Sarian; Pré-construídos no discurso pedagógico: memória da educação especial nos processos inclusivos, de Hildete Pereira dos Anjos; O conceito de condição de produção na Análise do Discurso de Michel Pêcheux e o ensino de língua portuguesa, com Antoniel Guimarães Tavares Silva e Laurianne Guimarães Mendes e A trajetória do discurso de controle da atividade docente e de criminalização do professor, de Maria do Socorro Aguiar de Oliveira Cavalcante.

Nesse celeiro discursivo, com efeito de fim, na quarta parte: Há corpo, arte, cultura e literatura, vislumbramos o ressoar de um conjunto de temas que juntos enriquecem a produção de efeitos de sentido, por meio dos textos intitulados: Indícios do olhar em registros do corpo- cadáver ao corpo-arte, com Renata Marcelle Lara e Bruno Arnold Pesch; Notas sobre uma composição artística: seja marginal seja herói, de Bruno Castello e Atilio Catosso Salles; A memória e a produção discursiva do sentido, de Élcio Aloisio Fragoso; Entre a memória e a história: os

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filamentos de sentido(s) na construção da imagem identitária do homem do Nordeste, com Ivone Tavares de Lucena.

E é com o olhar que vem da academia, mas também do coração, que, aqui, vestimos as palavras do quanto nos sentimos gratos e cativados por vocês e pela Nadia. E quem sabe cativar no dia a dia, vivencia mesmo a koinonia. O partilhar, que é uma das principais características da professora Nadia Azevedo. Por isso, tal gesto, materializa-se neste livro, através do aceite honroso, dos setenta e um autores que nele se inscrevem nesses dois volumes.

Assim sendo, somos gratos a cada um de vocês, por partilharem estudos/pesquisas em cada capítulo aqui publicado. E, atrelado a isso, principalmente, pela certeza de amizades iniciadas, boas trocas de e- mails, parcerias importantes para a construção do conhecimento que tem compromisso com a seriedade, com a generosidade, tendo em alta conta o ser humano. Questões essas, constatadas ao longo de todo o processo de elaboração desta coletânea, que inclui os custos totais deste livro, logo, financiado pela maior e melhor agência: a humana, aquela que fez a amizade brotar em nós!

Por isso, aqui, registramos a nossa eterna gratidão, que ora se materializa nestas páginas, no espaço partilhado que demos a cada um de vocês, pois, além de organizarmos os capítulos de modo a dialogarem entre si semanticamente, também tivemos a preocupação em estruturamos tal conjunto de textos científicos, de forma que nós, os ex-orientandos e os atuais orientandos da professora Nadia Azevedo, ocupássemos sempre o campo de finalizar cada temática. Em nossas formações imaginárias, uma maneira de honrá-los, queridos autores/colaboradores. Em virtude disso, ressaltamos que primeiro trouxemos os nossos queridos autores convidados, com suas respectivas pesquisas. Desse modo, desejamos, em gratidão, dizer que vocês ocupam um lugar especial nesta coletânea, distribuída em dois volumes bem robustos, que homenageia alguém que nos ensinou, dentre tantas coisas, o sentido da koinonia, isto é, da partilha.

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PARTILHA DE DEPOIMENTOS SOBRE NADIA AZEVEDO, CATIVADA POR DIFERENTES POSIÇÕES-SUJEITO

1. Filhos
Nossa mãe é uma pessoa iluminada que nos deu a vida. Ela é a pessoa

mais doce, humana, amável, generosa e incrível que existe no mundo. Ela é escuta, o ombro amigo, o colo quentinho, nossa base, nosso tudo. Tudo o que somos hoje devemos a ela. Ela é a nossa heroína, nosso orgulho. A melhor avó que nossos filhos poderiam ter. Mãe, você nos traz Amor, segurança, paz, alegria, motivação, memórias! Você é uma Música, NÓS TE AMAMOS! (Thiago e Fernanda, filhos).

2. Irmão
Sis, me pediram pra escrever, no máximo oito linhas, “hahaha”, logo

eu, três já são demais. Você é, sem dúvida, a pessoa mais amiga e leal que eu conheço. Sinto-me um pouco irmão-pai e sempre a tive como irmã-mãe, sempre fomos assim, muito unidos, né? Sobre você, só posso dizer o quanto te admiro: pessoa de uma inteligência rara, de uma capacidade inesgotável de trabalho, agregadora, conciliadora, protetora, humana, enfim, meu ídolo. Você é sem dúvida meu porto seguro, Love you. Beijos enormes!!!! (João Carlos, irmão).

3. Marido
Nadia, o amor da minha vida é antes de tudo uma pessoa do bem.

Eternamente preocupada com a família, amigos, os alunos, as pessoas mais carentes e o Brasil. Sempre rindo com os olhos, ela vai vencendo os grandes problemas da vida, fazendo parecer que eles são bem menores. Quando conheci aqueles lindos olhos no distante ano de 1993, senti que a minha vida estava recomeçando e pra bem melhor. Foi como a descoberta de novo mundo. Uma pessoa tão sensível e carismática, não encontramos todos os dias. Com ela aprendi muito, desde o valor de um pequeno carinho a importância do perdão. Depois de tantos anos, ainda dedico a ela todo o meu amor, carinho e respeito. Tenho orgulho, muito orgulho e felicidade de tê-la como companheira e espero que seja até que a vida desista de nós (Roberto, esposo).

4. Amiga
Tudo que disser será pouco para expressar o que Nadia representa na

minha vida profissional e pessoal. Uma amiga/irmã, de todas as horas, não tem tempo ruim, cara amarrada, sempre disposta a ajudar, sem ver a quem, com palavras otimistas e esperançosas que fortalecem a todos. Tudo isso com discrição e cuidado. Amizade que vai além dessa vida, um presente que

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recebi do Criador, que merece realizar o melhor dos seus sonhos e com certeza estarei sempre perto para ajudar e aplaudir. Simples, sensível e de coração gigante, enfim, feliz de quem tem Nadia por perto (Fernanda Cantinho, amiga).

5. Ex-orientadoras
Conheci Nadia em um dos momentos mais interessantes de minha vida

acadêmica. À época, era coordenadora do programa de pós-graduação da PUC-SP quando fizemos um convênio com a Universidade Católica de Pernambuco, para a realização de um mestrado interinstitucional direcionado aos professores do curso de Fonoaudiologia. Foi uma época de muita efervescência cultural. Discussões acadêmicas, aulas polêmicas em que discutíamos a Fonoaudiologia, alguns alunos me elegeram como sua orientadora de pesquisa. Nadia foi uma delas. Curiosa, queria ir mais além. Sempre presente, interessada, diligente, impecável em sua relação com o saber e seus desdobramentos. Sua atração pela linguagem foi instantânea e em nosso primeiro encontro formal, Nadia expressou seu desejo de enfrentar os percalços do atendimento clínico à gagueira. Propunha-se a buscar um arcabouço teórico que pudesse abarcá-la em uma clínica onde prevalecesse, sem sombra de dúvidas, a interação enquanto modus operandi do deslocamento da fala gaguejada. Imediatamente, se enamorou da Análise de Discurso de linha francesa. Começava ali, um percurso de anos de produção. Juntas escrevemos um artigo que dava o pontapé inicial na divulgação da AD nos meios acadêmicos e clínicos da Fonoaudiologia. Estou orgulhosa das realizações de Nadia e de poder colaborar com esta homenagem que coroa sua carreira impecável. Parabéns, Nadia! (Regina Freire, Ex-orientadora de mestrado na PUC-SP).

NADIA? Pesquisadora, determinada, profissional comprometida. Apaixonada pela Análise do Discurso (AD). Fez-me um desfio: mergulhar no mar desconhecido da Fonoaudiologia onde eu poderia me afogar! Mas, como também sou audaciosa, logo entrei no jogo do desconhecido casando- o com a minha grande paixão. Fez eu me encantar por este desafio de enxergar a gagueira pelos olhos iluminados da Análise do Discurso. Caminhamos juntas por quatro anos nesses mares entrecruzados numa troca simbiótica de conhecimentos para chegarmos a uma maré e abortarmos uma pesquisa fascinante. Envolver seu olhar sobre a gagueira com os lençóis da AD francesa a fez uma pesquisadora de grandes descobertas e o resultado dessa caminhada deu visibilidade de “cura” de problemas que materializavam as discriminações de gagos objetivando-os como sujeitos do SER/SABER/PODER da linguagem. Eis o seu grande triunfo! (Ivone Lucena, Ex-orientadora de doutorado na UFPB).

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6. Orientandos
Falar desta espetacular pessoa – Nadia Azevedo – é de uma tremenda

responsabilidade, já que, além de ser uma grande teórica do discurso e excelente profissional, ela é de uma humanidade fundamental em tempos de ódio, como o que vivemos. Destaca-se o seu domínio da teoria pecheuxtiana, sempre disposta a desembaralhar nosso pensamento quando necessário, e a sua capacidade de ouvir e de aprender com os alunos – despertando, além de nossa admiração, também nosso afeto. Logo, Azevedo, é uma pessoa admirável e só temos a agradecer por ela fazer parte de nossas vidas, pois suas orientações ecoam para além da academia (Andreza Souza e Júlio Lima, orientandos do mestrado e doutorado).

7. Coordenadoras
Inspiração é um bom significante para atribuir à Nadia Azevedo!
Líder em suas atividades e pioneira nas pesquisas que envolvem a

posição-sujeito na linguagem sintomática, gagueira e afasia, a professora Nadia fortalece, com seu discurso crítico, o amálgama que configura o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem – PPGCL – da Universidade Católica de Pernambuco. Dona de um sorriso largo e sincero e de uma energia ímpar, Nadia nos acolhe, nos motiva, nos orienta, nos compreende e, acima de tudo, nos demonstra sua parceria incondicional em todos os momentos vivenciados no PPGCL, Programa do qual faz parte e se dedica, integralmente, por opção de vida. Querida Nadia, a sua representatividade junto à Academia, aos Pesquisadores, aos Professores, aos Orientandos e aos Egressos gerou esta justa e sincera homenagem de âmbito nacional. Da nossa parte, só podemos agradecer pelo convívio e aprendizado constante, desejosas de continuar caminhando ao seu lado nesta jornada que escolhemos compartilhar. Parabéns, das amigas: Roberta Varginha Ramos Caiado (Coordenadora da Pós-graduação Stricto Sensu da UNICAP) e Isabela Barbosa do Rêgo Barros (Coordenadora do PPGCL).

8. Professoras
Nadia, Chegamos quase juntas, na Unicap, para o Curso de

Fonoaudiologia. No entanto, a parceria que hoje desfrutamos começou a ser construída quando fomos trabalhar na Pós-graduação. Daí para uma real amizade foi um passo. Obrigada por você, sua alegria, sabedoria, competência e amor pela profissão (Wanilda Cavalcanti, professora do Curso de Fonoaudiologia e do PPGCL/UNICAP).

À querida Nadia, Quis a Fonoaudiologia que nossos caminhos se cruzassem e que “sorte a minha” ter você em solos pernambucanos, quando deixou a cidade maravilhosa, para aqui construir sua linda história. Continuamos nessa caminhada… E logo nasceu uma bela e respeitosa

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amizade. Obrigada por tanto, pela sua competência, sabedoria e amor à nossa profissão (Conceição Lins, professora e coordenadora do Curso de Fonoaudiologia da UNICAP).

Assim, por meio também da
partilha desses depoimentos, que nos
trazem esse olhar sobre Nadia
Azevedo, como sujeito do discurso,
que ocupa várias posições-sujeito e em
todas elas cativa e é cativada por
quem a (re)conhece. Constatamos,
então, que na prática, O Pequeno
Príncipe
tem razão, “só se vê bem com
o olhar do coração” (SAINT-EXUPÉRY, 1994, p. 72). E é com esse olhar do coração, que ressoamos a nossa querida professora Nadia Azevedo, que também é mãe, irmã, esposa, amiga, profissional de trabalho, professora, pesquisadora, orientadora, mulher guerreira, dentre outras posições-sujeito, que ora se materializam, também pelo nosso gesto de organizadores, como efeitos de sentido que provêm do retorno ao passado e de sua relação com o presente. Nesse entremeio, encontramos Pêcheux, que se mostra pulsante no batimento deste livro, pelo gesto de leitura e interpretação de cada um, que contando conosco, marcam a presença, como já-dito, de setenta e um autores que representam as cinco regiões do Brasil.

Nesse intercruzamento discursivo,
este livro não significa como apenas
mais um nas estantes das universidades,
em sua estrutura. Mas, sim, significa
como um feixe de relações com outros
acontecimentos, ou seja, em sua
enunciação, entre o já-dito e o novo,
posição de entremeio na qual se
encontra a professora Nadia Azevedo,
que aqui, viverá para sempre
materializada em suas páginas, que
trazem as pesquisas e/ou depoimentos de todos os sujeitos/participantes, produzindo conosco esses efeitos de sentido de gratidão e homenagens neste livro. Muito obrigado, professora Nadia Azevedo, por ser uma das pioneiras a trabalhar com a AD em

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Pernambuco! Entre paráfrase e polissemia, tocados pelo efeito de gratidão e homenagem, você nos traz à lembrança pueril do diálogo entre O Pequeno Príncipe e o geógrafo:

— Mas que quer dizer efêmera? Perguntou o principezinho.

— Quer dizer ameaçada de próxima desaparição, disse o geógrafo.

Aqui, reatualizamos esse diálogo pueril ao respondermos que não será efêmera a sua produção acadêmica no Brasil, não haverá desaparição, professora Nadia Azevedo, pois além de outras publicações que você tem, principalmente, sob o viés da Análise do Discurso pecheutiana, com sentidos, saberes e sabores, entre o já- dito e o novo, os seus ex(orientandos), aqui, em Pernambuco, juntamente com os autores de âmbito nacional, presentes nesse livro, dedicado a ti, juntos, logo, IMORTALIZAMOS-TE!

Dalexon Sérgio da Silva e Claudemir dos Santos Silva (Os organizadores).

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